Posted by: timoteopinto | Abril 10, 2008

Ficção

por Reverendo Lugomast

 

O ser humano cria muitas ficções, e começa a crer nelas, como se fosse a realidade.

Exemplos, são o amor, deus, alma…

A ficção é visualizada, criam-se expectativas, e suas subsequentes desilusões.

Quem se casa, por insegurança de ficar sozinho ou perder o companheiro/a, se desilude com a traição e com o abandono.

Até eu mesmo criei uma ficção.

Algumas ficções são tão grandes e sacramentadas que vivem quase que enraizadas no ser.

Religião por exemplo (o combo deus+alma).

Chega a ser presunção, achar que existe uma resposta pra tudo, e até mesmo o sem resposta tem resposta (ELE).

Acho que é o aborígene em cada um, cultuando o deus-sol (o cara aparece todo dia, traz luz e calor, é um deus!).

Aliás, vou começar a cultuar o sol. Ele é brilhante, e só deve deixar de aparecer todo dia daqui alguns bilhões de anos, onde eu não precisarei me importar com frio.

Até a ciência é um tipo de ficção…

Melhor do que a porcaria cheia de superstições, pelo menos.

Mas é uma ficção também… todos os nomes científicos, por exemplo, são apenas os papéis cujos objetos reais atuam.

Buda já falava, que toda a realidade é criação da nossa mente. Somos nós quem chamamos isso aqui de computador, de mesa, de celular…

Tudo não basta de uma convenção. O papel colorido com bicho em extinção que suamos e nos prostituímos pra comprar coisas que não precisamos é outra ficção. (Já pagou suas prestações?)

Ora, quem não gosta de um brinquedo novo?

E isso corrobora para com a minha outra teoria, a de que somos todos crianças. O adulto é só uma criança que acredita na ficção de que existem adultos. Adultos, pessoas mais velhas, dignas de mais respeito (geralmente não).

E o “adulto” é uma criança tão presunçosa, que se acredita um adulto, e acha essa teoria toda um absurdo, afinal: “Ora, eu cresci, não posso mais brincar, tenho que ganhar algo em troca!”.

Mas aí está UM dos erros (sim, um, existem muitos outros, e eu estou até sendo otimista). O adulto também brinca. A diferença é que ele chama os brinquedos de “bens materiais” (não que um não deixe de ser o outro, e vice-versa…)

Carro, celular, computador, são apenas brinquedos caros.

Depois desse papo todo de ficção, uma das vozes na minha cabeça resmunga “Tá mas e daí?”

E daí que se soubermos o que é ficção, podemos ir atrás da realidade.

“E o que é a realidade?”

Boa pergunta.

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