Publicado por: Peterson Espaçoporto | Dezembro 1, 2008

#2 – Textos

Alguns problemas surgem que podem acabar atrasando o DB, mas vou batalhar para que isso não aconteça =)

Amanhã é o início. Os textos do número 2 serão:

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Adendo ao calendário discordiano

Sobre Lokismo

Crianças Precisam de Maçãs

Qual o seu relacionamento com o mundo?

O Círculo Quadrado

O que o capitalismo vende?

Laranja Poente, 22 de Confusão de 3174

Universalismo do Discordianismo

FAQ dos sentimentos

Raul e sua miserável torta

O véu de Aurélio

Ferramentas de Realidade e Distorções de Realidade

Manifesto Nonadista

Antes de Tróia

Publicado por: Peterson Espaçoporto | Novembro 22, 2008

Botando a fucking mão na massa!

Seguinte: a partir do dia 43 de conseqüências (aquele que marcará o primeiro dia do último mês daquele outro calendário lá) eu e Beraldo vamos estar fazendo o DB 2. *sobe a plaquinha dos aplausos*

É isso mesmo senhoras e senhores…. Mas na verdade, não é só isso!!!!!

Primeira coisa: OBVIAMENTE não vamos monopolizar a produção do negócio. Se você quer colaborar, sinta-se absolutamente livre. O prazo setado pra nós mesmos por nós mesmos foi de cinco dias, então o negócio vai ser intenso(mwahaha!)!.

Requisitos pra ajudar botando a mão na massa: Openoffice.org 3. Funciona em linux, windows e agora também nativamente em mac (alguém sabe de um discordiano ou afin com um mac?). Anyhow, Gimp é arroz de festa em distribuições linux, funciona em windows mas será desnecessário, já que dessa parte o Beraldo cuida (ainda que usando uma certa ferramenta proprietária, né señor? =P brincadeira).

Segunda coisa: se você quer ajudar mas não tem tempo / não quer botar a mão na massa, faça o que você provavelmente sabe fazer muito bem: dê idéias! Como devemos fazer o layout de determinado texto? Ah, aqui seria legal botar tal coisa…

Outra coisa interessante também seriam as propagandas. Duub mandou uma nas antigas que com certeza vai pra essa edição – ainda a tenho aqui, bem guardada. Se tiverem idéias de propagandas, mandem. Ou a propaganda em si ou o texto ou o conceito ou o brainstor ou whatever.

Última coisa: temos que escolher os textos que vão pra essa edição. Temos 25 textos. Pensamos em botar 23, mas além de acabar provavelmente gigante, iríamos deixar só 2 textos de fora – sacanagem, hum? Então eu e Beraldo pensamos em 14 textos + 1 editorial (escrito por nós) – nem muito pequeno, nem muito grande, e isso é três vezes cinco. Beleza?

O primeiro candidato é este aqui (que, na minha humilde opinião, deveria ser incluído), aí passa por vários, e o último é este aqui. Não sei exatamente como essa votação aconteceria, então tive uma idéia: deixem aí uma mensagem sobre 3 textos indispensáveis. Se tivermos 14 textos que receberam esses votos de “indispensabilidade”, esses serão os textos. Se tivermos mais, os 14 + vão pra lá. Se tivermos menos, pegamos esses e fizemos um sorteio dentre os outros que não receberam os votos.

A votação acaba dia 41 de Conseqüências, so HURRY UP! =D

Publicado por: Peterson Espaçoporto | Novembro 22, 2008

Ferramentas de realidade e distorsões de realidade

Em uma visita recente que fiz à casa de um tio em Blumenau o namorado de minha prima me falou de seu professor de matemática. Sujeito maluco, bem Einstein-like, que tinha umas filosofias muito profundas. Contou-me que uma vez ele colocou no quadro, antes de começar a aula, a frase: “Os espelhos deviam pensar antes de refletir”.

Estou há algum tempo tentando deduzir algo daí. A primeira impressão que tive foi a da frustração que, por exemplo, uma pessoa que se considera feia tem ao se olhar no espelho – ou seja, essa frase é uma ironia, pois representa o pensamento de toda as pessoas diante do espelho, pois ele não mente. Ou seja, é sincero demais -> “Esse desgraçado devia pensar antes de refletir!”.

Só que, penso eu, tem que haver algo a mais. Não pode ser só isso. É certo que os humanos de vez em quando complicam as coisas, então pode mesmo ser só isso – uma ironia muito simples. Mas, ainda assim, procurei por mais significados, e achei um interessante.

Na verdade, o significado só seria válido se a frase fosse invertida: “Os espelhos NÃO devem pensar antes de refletir”. Por que? Porque veja, hoje o que temos são espelhos que simplesmente… Refletem a luz. A luz que chega aos nossos olhos e, através de vários processos que ocorrem no nosso olho e no nosso cérebro, nos faz ter uma idéia de como o mundo é, fisicamente. Se os espelhos pensassem antes de refletir, eles poderiam mentir; poderiam ajustar a realidade para nos transmitir imagens erradas – ou seja, eles controlariam a nossa realidade. Estaríamos completamente subordinados a eles.

Se é verdade que as pessoas agem de acordo com o que elas consideram ser a realidade – aquele teorema de Thomas – então quem realmente controla as pessoas é quem tem controle sobre sua realidade.

Quem tem controle sobre nossa realidade hoje? A mídia? Talvez, mas não apenas ela – qualquer um de nós “reflete” informações pensando. Inevitavelmente, sem perceber, “refletimos” pensando. Não somos espelhos; não somos ferramentas que podem ser usadas pra descobrir a realidade, somos justamente espelhos pensantes, que distorcem a realidade. Mas a mídia é algo realmente interessante: ela é um espelho que reflete direta e indiretamente para todas as pessoas. A imparcialidade pode não existir, mas é um nobre objetivo – fazer com que o jornalista seja o máximo possível uma ferramenta de realidade, não uma distorção dela.

Tantas voltas pra chegar à mesma velha conclusão: não existe “a” verdade. Todos estamos recebendo informações refletidas por seres que a alteram, de qualquer forma que seja. Mesmo a mais bruta das experiências passa pelos nossos próprios filtros.

Existe a probabilidade de verdade, existe a utilidade de uma verdade, existe o grau de conforto de uma verdade… Enfim. Conclusão óbvia.

Mas vai, foi legal enquanto durou… =P

Publicado por: Peterson Espaçoporto | Novembro 22, 2008

Casamentos e Faculdades e as burocracias da vida moderna

Estava eu a silenciosamente concordar com Rev. Beraldo: amor é amor, casamento é contrato. Mas quando pensava em tudo isso acabei pensando em uma coisa:

Da mesma forma como as mulheres eram preparadas para o casamento desde cedo – tinham que ser prendadas – muitas pessoas hoje em dia são preparadas para a faculdade. Preparadas para a vida adulta, para a profissão, para o ganhar-dinheiro-casar-se-ser-bem-sucedido-bullshit-etc. É a mesma coisa. A emoção dos pais ao ver os filhos entrarem pra faculdade é análoga à emoção dos pais antigamente (e de muitos ainda hoje em dia) ao ver os filhos casando – digo muitos porque hoje em dia as pessoas casam e descasam tanto que desconfio que os pais desenvolvam até uma certa insensibilidade. Natural, afinal. Mesmo.

Mas dessa vez a relação é com o trabalho, não com uma pessoa. Se não com um trabalho com uma área do conhecimento, com um objetivo, etc. O que mata uma relação? A rotina. A obrigatoriedade. A desilusão. Ou às vezes o simples fato de no fim não ser aquilo tudo que era esperado – talvez justamente a expectativa de uma vida adulta perfeita cause a frustração no final – aliás, tem o dinheiro também. A frustração monetária. Pessoas se divorciam; algumas trancam e eventualmente deixam a faculdade, outras completam e não exercem a profissão (seria o caso dos que se mantém casados “for the kids”? Ou dos que se mantém casados por preguiça demais de se separar?).

Talvez haja algum tipo de característica ontológica comum ao casamento, à “faculdade” (digo, toda a ideologia descrita ali em cima) e etc: esse comprometimento burocrático, essa expectativa nascida do romantismo <enquanto período literário> (no caso do casamento) / espera por um futuro melhor em detrimento do presente (no caso da faculdade). Não sei, não sei. Sei que talvez exista um pessimismo tão “difundido” hoje em dia – seja por artes e filosofias que explorem a miséria humana, seja pelo consciente coletivo das pessoas que vemos por aí – porque há esse tal comprometimento com a própria vida – nós nos casamos com nossa própria vida. Aí algumas pessoas se “divorciam” numa desilusão semelhante à matrimonial.

Talvez pra amar nossa própria vida precisamos não nos casar com ela. Por mais tentador que possa parecer. É assim: gostamos de alguém. Gostamos de algo. Queremos nos prender, queremos ter certeza de que não vai desaparecer, queremos ter o controle da situação. Medo? Não sei. Acho que é justamente isso que nos tenta à frágil promessa que acaba tornando tudo mais sem vida…

Publicado por: Peterson Espaçoporto | Novembro 1, 2008

O Medo

Ninguém combate o medo. Não há como combater o medo. Não há como vencer o medo – digo, o medo em si. O sentimento em si. Tudo o que podemos fazer é combater a origem do medo. Se algo nos ameaça só podemos combater o medo racionalizando a ameaça e tentando nos livrar dela (convencendo-nos de que não é uma ameaça real) ou combatendo aquilo que nos ameaça. Se temos medo de fazer algo não podemos eliminar o medo. Podemos apenas fazer aquilo que temos medo de fazer e esperar para que depois que tudo foi feito o medo suma – se o resultado foi bom.

Já disse por aí uma vez que existem uns momentos especiais em que o que não era pra acontecer acontece. O tempo parece que para, uma foto é tirada na mente do momento e dá tempo de pensar “ih, fudeu”. É engraçado. Uma caneta caindo, por exemplo. Você vê que ela vai cair, você estende o braço pra pegá-la antes que ela caia, e se você não consegue tem uma hora em que parece que dá tempo de pensar “ih, fudeu”. Dá uma sensação momentânea estranha. É muito legal. Mas também tem aquela sensação de vencer o medo: é só fazer o que se tem que fazer. Segundos antes vem o plano: eu vou fazer isso, e isso e aquilo. E você fica esperando algum tipo de “momento certo”. Aí o momento parece chegar e o medo, que já estava lá e causou o atraso na “entrega dos planos”, ataca com toda força pra impedir. Mas aí é só começar que tudo se segue como numa corrente de eventos, e de repente você está lá fazendo tudo que planejou – com algumas diferenças que sempre existem na realidade – e o medo fugiu com o rabo entre as pernas. A coragem de fazer tudo sem ter nem uma ponta de medo – duvido dela. Mas também duvido, hoje, de uma batalha entre coragem e medo – coragem é o nome de um ato só. O primeiro. O primeiro passo é o mais difícil. Depois dele é muito provável que venha todo o resto.

Publicado por: timoteopinto | Outubro 11, 2008

O Véu de Aurélio

por maelstrom5

Onde é minha moradia? Onde nem eu nem tu estejamos.

Onde está meu fim último ao qual devo chegar?

Lá onde nenhum fim se encontra. Então para onde me voltar?

Devo tender para além de Deus, para um deserto.

-Angelus Silesius,

“O Peregrino Querubínico”.

Toda a existência da linguagem está baseada em dualidades simbólicas: vida/morte, bem/mal, eu/isso, prazer/dor. Estes pólos opostos são mutuamente referentes, validando-se em um relação de reciprocidade. Muito embora os símbolos mereçam ser celebrados (e não obedecidos), não é proveitoso esquecer que sua finalidade mais importante é apontar para a sua própria superação no que alguns chamaram de união dos opostos.

Os símbolos não são a realidade para que apontam, o mapa certamente não é o território. A linguagem, que é composta de símbolos, é uma espécie de cercado auto-referencial e os jogos e discussões sutis que enseja só fazem sentido dentro do seu próprio conjunto de regras. Entretanto, a realidade, violenta por natureza, tem o poder de passar ao largo destas regras auto-referenciais, inundando o cercado da linguagem com suas sensualidades e circunvoluções muito mais plenas, fluidas e caóticas do que faria supor a mera assimilação automática das palavras.

Há um desvão (outros prefeririam falar em abismo de misericórdia, vazio, silêncio) entre o regramento da linguagem e a realidade. Este limiar é inicialmente imperceptível, pois para cada objeto no mundo parece corresponder uma palavra e vice-versa. Mas é justamente esta pressuposição de que cada objeto é uma palavra que constitui o erro, o fundamento próprio da ilusão. A “teia” linguística assim formada e cada palavra que a integra, interpõe uma espécie de membrana que entope a passagem para uma intuição mais essencial e iminente da realidade.

Levando em consideração que as palavras não são a própria realidade para que apontam, a palavra Deus, por exemplo, tem o condão de hipnotizar a mente e chega mesmo a esconder uma realidade que sim, poderia ser chamada de Deus, mas é uma realidade tão viva, presente e complexa em seus relevos, nuances, territórios, vãos, desvãos, peculiaridades, carnes, veias, artérias, acidentes geográficos, enfim uma realidade tão iminente que seria um atentado colocar em discussão a existência ou não de Deus. A iminência é toda o máximo da expressividade. O mais longe que se pode chegar com este tipo de discussão é à conclusão pela existência ou não de um símbolo, de uma palavra: neste caso a palavra Deus. Cai por terra a discussão se Deus existe porque a própria realidade para que aponta a discussão a repele. A repele justamente porque é a realidade e não o instrumento, ou o cercado de regras que aludem mais ou menos arbitrariamente para a realidade.

Ao se colocar em relevo a realidade para que aponta a discussão se Deus existe ou não, não se quer em absoluto dizer que esta realidade é Deus. Dizer que esta realidade é Deus é dizer que esta realidade é uma palavra, é dizer em outros termos que o dedo que aponta para a lua é a lua. Neste sentido Deus não existe como também não existem quaisquer outras palavras ou conjunto de palavras enquanto realidades fora de seu próprio sistema auto-referencial: morte, vida, amor, medo, “o livro está sobre a mesa”, etc.

Por analogia, todas as demais categorias caem, dissolvem-se, relativizam-se frente a transcendência dos opostos. Tornam-se sem importância as grandes questões como vida depois da morte, bem como o próprio dualismo vida/morte, a questão do bem/mal, o dualismo entre sujeito e objeto, prazer e dor. A melhor resposta para as indagações que se refiram a estas questões é a dissolução natural da própria pergunta, que se dá ante a iminência absoluta do silêncio.

Publicado por: timoteopinto | Outubro 2, 2008

Sobre a aleatoriedade

por Darto

Até que ponto podemos considerá-la existente?

Quando não há padrão, então há aleatoriedade, há o caos. Nenhuma lei é respeitada.

Quando o observador olha uma situação e não vê relações entre os acontecimentos, então declara que ali há caos. Pode declarar erroneamente, se não foi capaz de perceber o padrão existente.

Então você executa uma playlist no seu Windows Media Player, numa “ordem” aleatória[meio contraditório, mas vá lá]. Gostaria eu de saber qual gênio discordiano que elaborou um algoritmo com um número finito de etapas capaz de randomizar o resultado, escolhendo uma música de forma completamente erisiana. Pensei, pensei, e não saí do lugar: continuo achando que há um padrão ali.

Não é difícil de pensar que tudo segue algum padrão. Este padrão pode envolver milhões de incógnitas que variam entre si, tornando a visualização das relações muito complicada para nós; isso não quer dizer que o padrão não exista.

E então a abrangência aparece. Se existe um padrão em tudo, então tudo está conectado. Logo, o efeito borboleta conecta tudo em uma só rodada. Então pode[deve] existir uma Teoria de Tudo. E qualquer assunto, qualquer devaneio e qualquer conhecimento que seja é universal e não pode ser desprezado.

Não é como se o determinismo se tornasse totalmente verdadeiro. Você segue um padrão de ações, mas existem as variações das suas escolhas, possibilitando um quase infinito de universos paralelos. Penso que toda decisão tomada ou não, é tomada ou não de modo racional. Seu cérebro recebe dados, processa e reage logicamente. “Mas eu agi com a emoção, e não com a razão!”; a emoção tem sua razão, embora não percebamos facilmente. “Mas ele é louco, e reagiu imprevisivelmente!”; a loucura tem sua lógica, e quem é louco vê. Fica difícil perceber se interpretarmos “razão” como o dicionário faz. Lembrando que a razão de cada um é diferente, e se fosse possível apresentar duas situações semelhantes em todas as suas variáveis para duas pessoas diferentes, então elas reagiriam de modo lógico, mas diferente; se fosse possível apresentar duas situações semelhantes a duas pessoas semelhantes[que passaram pelas mesmas experiências e que têm a mesma disposição biológica(ou seja, a mesma pessoa, o mesmo instante reelaborado){impossível}] então ela reagiria logicamente, de modo igual.

Nos humanos: toda reação racional carrega sua emoção, como toda reação emocional carrega sua razão. Somos resultado do universo em que vivemos: somos múltiplas incógnitas no mesmo momento, e qualquer abordagem que leve em conta menos do que infinitas variáveis será incorreta. Como nossa comunicação não levou infinitas variáveis em conta quando foi elaborada, então ela é imprecisa; não podemos nos ater a ela, somente. Qualquer abordagem que leve um número maior de incógnitas em conta do que foram levadas na elaboração da linguagem causará uma dificuldade de expressão. É como tentar colocar 3 dimensões em 2: você perde dados. Logo, meu texto saiu confuso, mais uma vez[tentando me justificar, mas não sou isento de culpa, claro. não sei utilizar nosso idioma em toda a sua plenitude]. Creio que você, leitor, completará as lacunas com seu raciocínio[diferente do meu], e isso resultará em novos sentidos a cada leitura. Aí estão as variáveis mudando tudo, mais uma vez.

Publicado por: timoteopinto | Setembro 26, 2008

EXERCÍCIO HIHICRONED DIÁRIO – FAZER TODO DIA!!

por rev. gibicroned

Faça esta experiência muito simples. Durante quarenta dias e quarenta noites, comece cada dia invocando e glorificando o mundo como se ele fos­se uma expressão do Hihicroned. Recite de madrugada (ou de manhã):

            Abençoo Hihicroned, que esquenta e faz brilhar o Sol

            Abençoo Hihicroned que leva o mistério à Lua da noite

            Abençoo o ar e a pureza Hihicroned que me circunda

            Abençoo este mundo Ahoooo de coisas interessantes no qual caminho

 

Repita ao nascer da Lua. Prossiga durante os quarenta dias e quarenta noites. Garantimos sem quaisquer reservas que, no mínimo, o leitor se sentirá mais contente e mais em casa neste canto da galáxia (e compreenderá também melhor a ati­tude dos índios americanos para com o nosso planeta); no má­ximo, obterá recompensas muito para além das suas expectati­vas, convertendo-se ao uso deste mantra para o resto da sua vi­da. (Se os resultados forem excepcionalmente bons, poderá mesmo começar a acreditar no hihicroned)

Publicado por: timoteopinto | Agosto 13, 2008

Koan do Carrossel

por Reverendo João Paulo V

O Comunista é o cara que acha que, roubando os cavalos, vai parar o carrossel.
O Capitalista é o cara que aumenta o carrossel, pinta os cavalos de dourado e coloca um teto solar.
O Anarquista é o cara que sabe que tem que acabar com o carrossel, e para isso quer explodir o motor, mas ainda não sabe como.
Enquanto isso, o Discordiano e o Monge Zen saem do carrossel e alegremente conversam sobre os Kinks.

Publicado por: timoteopinto | Maio 26, 2008

Universalismo do Discordianismo

por Reverendo Mandrake

 

Discórdia, nossa Deusa, segundo a mitologia grega é a deusa do caos e da confusão, filha de nix com Caos e mãe da dor, do sofrimento e de deuses menores similares.

Bem, isso pelo menos foi o que os gregos deixaram por escrito sobre ela (e qualquer um que conheça um pouco sobre os gregos sabem que eles foram péssimos historiadores). De uns tempos pra cá a Sociedade Discordiana se revelou ao público e então agora os teólogos e filósofos estão correndo atrás de se atualizar nas novas definições e tendências desse Aeon.

O Caos metafísico

A Discórdia é o Caos. mas o que é Caos? A ausência da ordem? Confusão? falta de coerência? falta de lógica? falta de organização? Bem, eu diria que é tudo isso, mais um pouco e nenhuma das alternativas. A dualidade sempre é ilusória. Não existe essa história de Caos/ordem, na realidade elas são a mesma coisa só que em polaridades diferentes.
E o que seriam essas polaridades? basicamente vamos nos lembrar de como isso tudo começou. o homem via tempestades, intempéries da natureza, ataques de animais e não tinha controle sobre nada disso. Não tinha controle por vários motivos como falta de conhecimento sobre esses fenômenos, não ser capaz de identificar o padrão de ação deles e não compreender a causa e os objetivos de tais fenômenos. Básicamente o homem chama aquilo que ele não conhece e, principalmente, não consegue identificar um padrão de ação ou organização de Caos. Assim sendo, quando o homem consegue finalmente conhecer determinado fenômeno e atribuir a ele um padrão aquilo deixa de ser Caos e passa a ser ordem.
Ou seja: A ordem simplesmente é aquilo que o homem conhece e pode prever (pois conhece seu padrão), consequentemente obtendo controle sobre o objeto ou fenômeno em questão.

A Confusão Teológica

Segundo o Principia Discórdia, livro máximo do Discordianismo, discordianos são aconselhados a jamais rezarem ou orarem para a deusa com o objetivo de pedir ou, em alguns casos, agradecer a sorte na vida. alguém já se perguntou o porque disso?
Pela minha experiência, acredito que basicamente é um retrocesso você querer evoluir e progredir na sua vida e ao mesmo tempo pedir ajuda e intervenção divina. Os nossos problemas nos tornam melhores, evoluidos, precavidos, experientes, etc. então porque diabos eu iria querer me livrar deles? Éris sabe disso, por isso ela recomenda a todos para evitar pedir ajuda dos deuses. Todos sabemos que ela é meio temperamental e nunca se sabe como ela pode reagir por ter um filho tão ingrato com ela, já que ela dá a dádiva dos problemas a nós, a fim de nos tornar melhores.
Então o título de causadora de Confusão que ela possui reflete esse lado materno dela em relação a todos os seres do universo, ao oferecer eternas possibilidades de confusão a todos! nesse ponto, nota-se que Éris é a Deusa mais importante que poderia vir a existir.

Agradando Gregos e Troianos

Falando em lado materno. Se você a considerar uma Grande Mãe por essa preocupação e atenciosidade, ótimo! assim talvez você note que Éris é a Grande Mãe do qual os Wiccas e pagãos em geral tanto falam. se você observar que Éris faz com que cada um sofra problemas relativos a consequência de fatos anteriores do universo, então parabéns! você acaba de descobrir que o Karma dos budistas e hindus nada mas é do que o trabalho da Deusa. A deusa também faz coisas muito más, já que ela é justa (universalmente falando) então dependendo de seu ponto de vista, pode abservar que dessa forma ela se assemelha a duas outras divindades modernas: Deus (YHWH Você não pode pronunciar isso) ou o Diabo (lúcifer a estrela da manhã).

devo lembrar também, que se você prefere observar sob prismas mais simples, pode constatar que nossa Deusa Discórdia, nada mais é do que o caos e isso não implica que ela seja necessáriamente uma entidade antropomórfica divina. Assim ela simplesmente é uma força natural que interage com todas as leis e forças do universo, unificando-as. Séria o deus dos Einstenianos, ou o Não-Deus dos céticos, ou ainda a Teoria unificada da física dos cientistas modernos.

-><- Todos Saúdam Discórda -><-

Como o próprio Principia Discórdia deixa explicito nessa frase, todos os seres pensantes são discordianos (e muitos dos não pensantes também) fazendo de todos nós curiosos em torno dos atos de nossa deusa: Éris, a Deusa da Discórdia, do Caos e da Confusão!

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