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No princípio havia o NADA e o NADA era tudo que havia. Então, de um modo misterioso e secreto, houve o princípio de uma VONTADE e uma CONSCIÊNCIA surgiu dentre o MAR DE NADA.

Esta consciência após surgir foi se DENSIFICANDO e acabou por EXISTIR “NONADA“. E ESTAVA SÓ. E TINHA PODERES ALI. Um deles era fazer o que quisesse com a força de seu pensamento. Podia também se mover em qualquer velocidade dentro “DONADA“.

É bom observar que com o seu surgimento em forma densa, o nada ganhou uma divisão de planos: Havia agora um chão que o ser, densificado, pisava.

Após um certo MOMENTO, A FORÇA desta CONSCIÊNCIA parou para OBSERVAR algo que SURGIU também “NONADA”: UM CUBO, pairando no ar, acima do nível do chão. O SER ficou ENCANTADO com o CUBO. E DECIDIU ENTRAR NELE. Ao simplesmente QUERER entrar no cubo, já se viu dentro, pois o seu pensamento era pura ação.

Ao Entrar no cubo, o ser notou que estava num ponto mediano do mesmo, suspenso apenas por uma placa de metal, do tamanho de um piso, que calçava seus pés, suspensos em altura mediana, dentro do cubo. O ser olhou para trás e viu que havia uma porta fechada em suas costas. Após observar a porta e a placa que dava para ele chão dentro do cubo, olhou para frente e viu uma outra porta, exatamente na extremidade oposta de onde estava. Ao ver essa porta, instintivamente o ser pensou: “É lá que devo chegar”.

O Cubo estava totalmente vazio, com excessão apenas destes elementos citados anteriormente. O ambiente se parecia com ar-condicionado, bem limpo e sereno. O ser notou que dentro do cubo, havia perdido todos os seus poderes que tinha quando habitava o nada.

Uma PONTE começou a se formar de placas de metal, placa por placa, abrindo o caminho de uma PORTA À OUTRA, que por lógica, se aberta, faria com que o ser voltasse ao nada e recuperasse seus poderes. Ao ver a ponte totalmente formada dentro do cubo, em altura mediana, o ser começou a andar rumo à outra porta.

No meio do caminho, o cubo EXPLODIU EM CHAMAS. Houve uma explosão repentina e tudo dentro do cubo começou a pegar FOGO. O ser se assustou com a explosão e ao olhar para trás, percebeu que a ponte se dissolvia no fogo, placa por placa, sendo destruída pouco a pouco. O ser se espantou. Começou a correr rumo à porta.

Quando estava chegando na porta, a ponte se dissolveu completamente e ele caiu no abismo de chamas que havia se formado dentro do cubo.

Uma CRUZ DE BRONZE foi erguida com o ser CRUCIFICADO. Então tudo ficava NEGRO, como quando alguém fecha os olhos e o mundo some. Logo após o período no escuro total e completo, TUDO COMEÇAVA NOVAMENTE DO MESMO JEITO ANTERIOR. Essa história se repete SETE VEZES.

Continua aqui

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HihiSlackronedianos Aanidi Freaks Mutantes, uni-vos!

E você perguntaria: “por que eu faria isso?”

E eu respondo: “boa pergunta”

e emendo com outra pergunta: “por que não?”

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Companheiros, desde o fim da presença potente do Macaco Tião, a representatividade política brasileira desfalece. Não se iludam! A falência é internacional. As estratégias da contracultura ficaram água abaixo e o movimento esquerdista se aliou ao Caracinza, inimigo declarado no Princípia Discórdia, se aliando aos alicerces que visava destruir.

Com a finalidade expressa de fazer piada em forma de política e política em forma de piada, de atravessar o groucho-marxismo e situar-se junto ao anarquismo zen-discordiano, eis que tomou forma em 02 de outubro de 2005 o P.I.P.A.: Partido Internacional Parrachiano A(Narco)ZenDiscordiano.

O PIPA iniciou sua atuação política com as des-candidaturas de Timóteo Pinto, Fernando Rivelino, Geo Abreu, vereadora Pagu e Madame Lily. Com distintos mandados e planos de desgoverno, os excelentíssimos membros do PIPA, defenderam da infantocracia até a sexualidade radical da terceira idade. Contra um mundo regulado pela ordem, o delírio e a insubmissão pueril. O sexo e não a sexualidade. As multiplas realidades e não o haldol!

Ativistas do multiverso e adeptos da transliteração: Filiem-se ao P.I.P.A.! ::: O Partido da Hermenêutica Delirante

A filiação é gratuita e o amor universal.

A PIPA VAI VOAR!

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Aaní ::: Caos Mimetizado :::

por Zoenous (zoenousarrobayahoo.com.br)

O quê?

Aaní é uma palavra de origem Tupi, que significa “Não, Nada”. É equivalente à palavra grega Xáos (Caos), de mesmo significado. O conceito de Caos foi corrompido pelo tempo e pela ignorância, pelo moralismo e pela resposta que a “Realidade Consensual” deu a movimentos como o Anarquismo de Bakunin, transformando este conceito em sinônimo de “desordem”. Hoje, sabe-se através da Ciência Quântica que o Caos não é desordem, baderna ou arruaça, mas refere-se à impreditabilidade do espaço vazio primordial. Caos, Aaní, não pode ser definido, pois fazê-lo seria negá-lo. Entretanto, o mais próximo que podemos chegar de sua equivalência abstrata é considerá-lo como sendo a vastidão interminável de possibilidades que permeia o Cosmos. Nós estamos, inegavelmente, dentro desta “qualquer coisa em potencial” e ela está dentro de nós.

O objetivo desse Movimento, Projeto, Aglomeração, Reduto, Façanha, Acepção Ruim, ou qualquer outra palavra que possa definir essa coisa que achamos por bem nomear Aaní é justamente explorar, difundir, criar, destruir e re-criar estes conceitos e aplicá-los nas áreas das Artes Plásticas, Literatura, Música, Jornalismo, Tecnologia da Informação, Sociologia, Antropologia, Psicologia, Mitologia, Expressão Religiosa e outros campos que possam surgir no meio do caminho.

Para quê?

Para quê Alexandre, O Grande, saiu globalizando a Macedônia, o Oriente Médio e o Mundo de sua época? Para quê as Feministas se organizaram no final do século passado visando direitos iguais aos dos homens? Para quê Aleister Crowley revolucionou a cena ocultista da Inglaterra e do resto do Ocidente no início do século XX? Para quê derrubaram a Ditadura? Para quê tiraram o Collor? Para quê puseram o Lula? Para quê vão tirar o Lula? Para quê foram criados o Rock n’ Roll, o movimento Punk e o Hip Hop? Para quê o Dadaísmo, os Beats, a Generation Jones, os Kings Mob, os Góticos, neo-Góticos, Clubbers, Cybers, Caoístas, Discordianistas, Grungers, Head-bangers, Backpackers (hitchhickers, mochileiros), Body Modificators (tatuagem, piercing, cirurgia cosmética, implantes), Freegans, Vegans, Greens, Wiccanos, Seiðmaðr e Völva (Asatrüar, Seiðr, neo-Paganismo Nórdico), New Agers, Geeks, Freaks, Ravers, Graffiti, Pachucos, Nerds, Otherkins (Vampiros, Lobisomens e antropomorfos), Thelemitas, Ateístas e todas as outras subculturas? Pra quê? Responda a estas perguntas e esta será a resposta de “Para quê um movimento como o Aaní?”

Por que?

Porque o ser humano muda. E se esta mudança demora a sair naturalmente, ela pode ser provocada. Muitas pessoas reclamam da violência, do descaso com o meio ambiente, da falta de liberdade, da libertinagem alheia, da corrupção do governo, da apatia da arte contemporânea, da falta de oportunidade, da elitização econômica do conhecimento e da informação, e não conseguem nem podem fazer nada sozinhos. Porque a Política, a Moral, a Ética, a escala de Liberdade, a Justiça, a Crença, a Aceitação ou Rejeição de idéias e ideais de um povo, são todas determinadas pela sua Cultura Dominante. É impossível, ou pelo menos muito difícil, conseguir que estes resultados (Política, Crença, etc.) de processos culturais sintetizados sejam alterados, sem antes alterar base estrutural destes processos, ou seja: A Cultura.

É ela que determina e regula o comportamento, o vestuário, a expressão artística, a religião, as leis, a forma de governo, a produção e transmissão (ou bloqueio) da informação, o que pode e o que não pode. À medida que estas Culturas Dominantes, com o tempo, passam a aceitar melhor as cenas de nudez no cinema; a linguagem explícita em público; permitir que mulheres votem, dirijam e trabalhem; que os homossexuais troquem carícias em público; que uma menina de quinze anos espalhe que é bruxa sem ser queimada; que pessoas se tatuem, coloquem piercings e silicone na testa; que homens se maquiem; que top models engravidem de jogadores de futebol, ou de um rock star, para fatiar sua fortuna e serem convidadas a apresentar programas de TV; E outros tabús vão sendo quebrados, os movimentos de contracultura, originados por subculturas, vão sendo absorvidos por essas Culturas Dominantes, permitindo que novas subculturas surjam para substituir suas precursoras. Até que, um dia, estas subculturas (agora parte da Cultura Dominante) se tornem obsoletas e sejam alteradas pelo mesmo processo que recomeça. O Aaní existe porque sabe que, e quer que, cedo ou tarde, estas subculturas se hibridizem e se permitam trocar informações, expandir sua atuação e aceitação, para que novas subculturas apareçam.

Como?

Através dos memes. Meme é um termo, cunhado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller “O Gene Egoísta”, que é para a memória o análogo do gene na genética: a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica (é transmitida) de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada, e outros locais de armazenamento ou cérebros. O meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode, de alguma forma, auto-propagar-se. Podem ser idéias ou partes de idéias, línguas, gírias, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autônoma. O que determina a sua auto-propagação é a facilidade com que é absorvido e propagado, bem como sua habilidade de transmutar.

Exemplos claros de memes são Celulares, Mp3 Players, I-Pods, I-Phones, Tamagoshis (Lembra? Rs), Grampeadores, Slogans Publicitários, Refrões de música ruim (que não saem da cabeça), ou Jingles de Comercial (Dolly, Dolly Guaraná, Dolly), Mulher com pouca roupa em comercial de cerveja, “56, meu nome é Enéas” e “Lula-lá”, “Deus é Grande” e “Jesus é Fiel”, “Vuco-vuco”, “Merry Meet, Merry Part and Merry Meet Again”, “Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei”, “Nada é Verdadeiro, Tudo é Permitido”, Piadas, Provérbios e Aforismos, Metáforas, Fórmulas para decorar a tabela periódica e equações físicas em Cursinhos Pré-vestibulares, marcas e estilos de roupas, Paródias, Trocadilhos, Frases de duplo sentido, Colocar A Primeira Letra de Cada Palavra em Maiúscula para Denotar Importância, TRAVAR O CAPS LOCK PARA GRITAR COM LETRAS, spam, lixo eletrônico, forward de Power Point, Livros, imã de geladeira, canções de ninar, et cetera. Fenômenos como o Orkut, My space, Yahoo Grupos, Skype, Wikis, Subculturas, Religiões, Teorias Políticas, Lan Houses e Danceterias são chamados memeplexos (conjuntos, complexos de memes). O conceito do Memeplexo é semelhante ao do Paradigma, forjado por Thomas Kuhn e colocado em prática por Peter Carroll. A singular diferença entre Paradigma e Memeplexo é que, enquanto o primeiro pode ser criado por um indivíduo sem nunca ser transmitido, o segundo carece da transmissão.

O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como memética. Esses modelos evolutivos sofrem variações, em que uma idéia ou meme muda conforme é transferido de uma pessoa para outra. Poucos memes mostram uma forte Inércia Memética (que seria a característica do meme de ser expressado do mesmo jeito, e de ter o mesmo impacto, independentemente de quem esteja recebendo ou transmitindo a idéia, e permanecer na memória de seu propagador). A variação memética cresce quando o meme é transmitido de uma maneira descuidada com a expressão da idéia, enquanto a inércia memética é fortalecida quando a forma de expressão rima ou usa outros dispositivos mnemônicos para preservar a memória do meme antes de sua transmissão.

Uma mnemônica é um auxiliar de memória. São, tipicamente, verbais, e utilizados para memorizar listas ou fórmulas, e baseiam-se em formas simples de memorizar maiores construções, baseados no princípio de que a mente humana tem mais facilidade de memorizar dados quando estes são associados a informação pessoal, espacial ou de caráter relativamente importante, do que dados organizados de forma não sugestiva (para o indivíduo) ou sem significado aparente. Porém, estas seqüências têm que fazer algum sentido, ou serão igualmente difíceis de memorizar (por exemplo, usar os ossos dos punhos cerrados para lembrar qual mês contém 30 ou 31 dias – ossos são 31, vãos entre eles são 30). Produzir e controlar a forma de um meme, sua propagação e interação com outros memes e memeplexos é produzir níveis de alteração da realidade e, com certas limitações, controlá-la.

Quem?

Estão convidados a participar e se auto-intitular Aanidi (tupi com plural em latim, para evitar o trocadilho com Aanitas e “Presença de Anita” – se bem que, informando o motivo, já fodeu tudo), Aanidum no singular, todos aqueles que integram subculturas, ou nenhuma delas, mas rejeitam a Cultura Dominante.

São eles: Caoístas (chaotes, caos magistas, rabanetes, zees etc.); Cybers; Artistas incompreendidos; Atores alternativos; Jornalistas sem hobby; Bandas não comerciais; DJs; GLS; Afrocentristas; Feministas; Dadaístas; Beatniks; neo-Góticos; neo-Hippies; Neuromantes; Psiconautas; Discordianistas; Body Modificators (tatuados e tatuadores, piercers e piercingados, cirurgia cosmética, implantes); Vegans; Wiccanos; neo-Pagãos em geral; New Agers; Geeks; Freaks; Ravers; Graffiteiros; Nerds; Otherkins (Demônios, Vampiros, Lobisomens e antropomorfos); Thelemitas; Zos Kia Cultistas; Ateístas; Agnósticos; Henoteístas; Suiteístas; Magos independentes; Spammers; Cegos, Surdos e Mudos; Publicitários Falidos (exceto Marcos Valério e Duda Mendonça); Macumbeiros; Ciganos; Índios; Brancos; Não-tão-brancos; Negros; Pardos; MSC (Movimento sem Cor); Roxos sem quota em faculdade; Tantristas; Cabal… não, cabalistas não; Proletariados; Místicos não-ortodoxos; Hindús; Pragmatas; Straight Edges; neo-Punks; BDSM (Bondage/Disciplina, Dominação/Submissão, Sado/Masoquismo) Green pacifistas; Nudistas; Urbanóides; Portadores de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC); Bichos-estranhos; et cetera, et cetera, et cetera. Se você não está supracitado, mas se considera minoria, significa que você é mais minoria ainda, e que isso é muito bom.

Toda crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças são igualmente idiotas. Se você não enxerga isso, significa que é preconceituoso. Ou Cabalista. Deixa pra lá esse negócio de Cabalista. A questão é que as diferenças podem (e deveriam) ser respeitadas, toleradas e, inclusive, louvadas. Além disso, se você se deixa ofender por uma crítica à sua crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças, significa que essa crítica de tamanho ridículo é maior que você. Identificação é necessária, sim, mas um baixíssimo nível de identificação é o suficiente para criar uma convivência caótico-pacífica-interessante. Nenhuma crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças são melhores do que outras. Quando isso for percebido por 1/3 da população mundial, teremos 1/3 dos Deuses na Terra.

Ø

Projeto Sái do Chão!

Organização das Mutações Unidas – Organizando para DesOrganizar a sua cabeça

Fórum

“Em um nível pessoal, Freaking Out é um processo pelo qual um indivíduo se livra de padrões obsoletos e restritivos de pensamento, moda e etiqueta social de modo a expressar criativamente seu relacionamento com o ambiente próximo e a estrutura social como um todo. (…) Em um nível coletivo, quando qualquer número de ‘Freaks’ se reunir e se expressar criativamente por intermédio de música ou dança, (…) chama-se a isso de freak out. Os participantes, já emancipados de nossa escravidão social nacional, vestidos com seu traje mais inspirado, realizam, como grupo, qualquer potencial que tenham para livre expressão. Nós gostariamos de encorajar qualquer um que ouça essa musica a se juntar a nós (…) Tornar-se membro das Mutações Unidas (…) Freak Out!”

Frank Zappa, 1966.

Literatura Freak

Música Freak

- Rádio-K-óti-K

Cinema Freak

TV Freak

Religião Freak

- blog Religiões Livres

Política Freak

- Partido Interestelar Parrachiano Anarcozendiscordiano

- Groucho-Marxismo

Filosofia Freak

- Manifesto da Filosofia Bozo

Web Freak

- LinKaonia

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Para mais (des)situações meta-multicabalenses seguem alguns ingredientismos presentes nessa Sopa Delirante Dentro do Cubo das Cabalas da F.A.P.A.:

absurdismo, discordianismo, concordianismo, parrachianismo, realismo, surrealismo, delirismo, erotismo, larismo, delarismo, qualquercoisaismo

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Se não for apetecido por nenhum deles, crie sua religião e/ou filosofia agora mesmo e apoie a Fundação Neologismos Para Um Mundo Mais Bonito!

Ainda não se sente inspirado? Então segue alguns exemplos de alguns delírios que estamos delirando e outros que encontramos por aí:

Delírio nas Redes Sociais

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tudismocroned arte e fnord network ::: Mergulhe na Confusão, Peixe!:

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1.4 – Principais Delírios:

F.A.P.A. – Filósofos, Artistas, Palhaços e Alquimistas – Ou qualquer outra sigla que você queira inventar e especular…

Arte, Filosofia, Humor, Vanguardismo Insólito…

Ambicionando rompimento, superação e transformação de ‘realidades’ comodistas e convencionais

Criando uma esfera de metanóias aleatórias, sejam elas antiquadas ou vanguardistas, ou atuais.

Aviso: estamos constantemente recrutando novas pessoas para mais e mais óticas diferentes, ainda sim, unidas. Junte-se conosco, folie a plusiers! Absurdismo e bizarrice, unidos nós venceremos.

De qualquer forma, previamente grato, axé e até!

F.A.P.A. – O que deveria se saber, pensar ou fazer. Ou não…

FAPA

Mais Fapices:

Portal da Discórdia MultiCabalense

…..

Aaní ::: Caos Mimetizado

….

Deliberações, Projetos e ConsPirações do P.I.P.A.

Dentro do Cubo

..

Entre na LinKaonia

.

Le Fórum Absurd

Hipno-Campus Parrachiano

Astro Miau da Discórdia e do Atum

2.3 – Últimos Delírios em Destaque:

Meu Pai Dançando

Collegivm Pataphysicvm

sonho de olho aberto

casadárvore

:

Em Pop e Impop:

Pós-Música: DVD de grátis de um show ao vivo da Macedusss e As Desajustados Bando

Rádio K-óti-K – só as menos tocadas. ou não

Multi-Mixes e Mashups

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Em Miscelânea e Etcétera:

Dionisismo

Psicologia Arquetípica

:::

em qualquercoisaismo:

As Sagradas Escrituras do Delariantismo

::: MultiCabala Discordiana Subgeniana Bela-Parrachiana Hihicronediana DeLariantiana dos Shimonianos Metamorfoseanos Ambulantes Muito Confusos :::

Semeai a Biblioteca, a Videoteca, a Galeria e as outras partes do Portal MultiCabalense

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Outras MultiCabalas de delArismo Slackronediano

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por Conselheiro Fnord

luta.png

Diz a lenda que os antigos Monges Discordianos utlizavam técnicas secretas de Artes Marciais para se protegerem. Estes monges, Guardiães dos Segredos Erisianos Místicos, Guardiães do Sagrado Cao, eram frequentemente atacados por Seguidores de Caracinza…

Diz a lenda que esta Arte Marcial Discordiana, conhecida por muitos nomes, como o Discordianismo-Do, ou Éris-fu entre tantos outros, foi a Arte Marcial precursora de todas as outras… Até porque esses Monges não paravam quietos…

Diz a lenda que os Monges Discordianos utilizaram/otimizaram suas técnicas marciais durante a Guerra de Tróia, o conflito bélico entre aqueus (um dos povos gregos que habitavam a Grécia Antiga) e os troianos, que habitavam uma região da atual Turquia. Esta guerra, que durou aproximadamente 10 anos, aconteceu entre 1300 e 1200 a.C.

Diz a lenda que esta luta perdida tinha por objetivo “Prover o Caos” aos adversários do Discordianismo. Técnicas contundentes, porém suaves, ou suaves porém firmes, aliadas a ataques psicológicos e filosóficos, ataques físicos e mentais simultâneos ou alternados, usando a força do adversário contra ele mesmo, assim como suas crenças, valores etc… Causando confusão mental através da Erística, Falácias, FNORDS de toda sorte, Simbologias, Superstições, Humor e Ironia…

Diz a lenda que esta Arte Marcial utilizava técnicas de confronto da Erística, que por si só já era uma forma de combate, juntamente com técnicas greco-romanas de luta, mas sem aquela coisa toda de óleo no corpo… This is Spartaaaaaa!!

Diz a lenda que Gregos e troianos entraram em guerra por causa do rapto da princesa Helena de Tróia (esposa do rei lendário Menelau), por Páris (filho do rei Príamo de Tróia). O rapto deixou Menelau enfurecido, fazendo com que este organiza-se um poderoso exército. O general Agamenon foi designado para comandar o ataque aos troianos. Usando o mar Egeu como rota, mais de mil navios foram enviados para Tróia. Leia mais sobre a Deusa Éris e a Maçã da Discórdia para entender o que houve por lá…

Diz a lenda que o cerco grego à Tróia durou cerca de 10 anos. Vários soldados foram mortos, entre eles os heróis gregos Heitor e Aquiles (morto após ser atingido em seu ponto fraco, o calcanhar). Este ataque foi resultado de uma Técnica Secreta do Discordianismo, ensinada secretamente pelos Monges Discordianistas… Mas não existe registro disso além de revelações místicas (para maiores informações consulte sua Glándula Pineal).

Diz a lenda que esta guerra terminou após a execução do grande plano do guerreiro grego Odisseu. Sua idéia foi presentear os troianos com um grande cavalo de madeira. Disseram aos inimigos que estavam desistindo da guerra e que o cavalo era um presente de paz-e-amor (Símbolo V Discordianista).

Diz a lenda que os troianos aceitaram e deixaram o enorme presente ser conduzido para dentro de seus muros protetores. Após uma noite de muita “comemoração” (se é que me entendem), os troianos foram dormir exaustos. Neste momento, abriram-se portas no cavalo de madeira e saíram centenas de Monges Discordianos disfarçados de soldados gregos suados e cheios de óleo Johnson (Enfiar centenas de Guerreiros Musculosos dentro de um Cavalo de Madeira não foi mole). Estes abriram as portas da cidade para que os gregos entrassem e atacassem a cidade de Tróia até sua destruição.

Diz a lenda que os eventos finais da guerra são contados na obra Ilíada de Homero. Sua outra obra poética, Odisséia, conta o retorno do guerreiro Odisseu e seus soldados à ilha de Ítaca, mas todas as referências aos Monges Discordianos foram suprimidas por ordem dos Illuminati. Esta informação não foi confirmada por nossas fontes, que desapareceram sem deixar vestígios.

Diz a lenda que a Guerra de Tróia não é uma lenda… Durante muitos séculos, acreditava-se que a Guerra de Tróia fosse apenas mais um dos mitos da mitologia grega. Porém, com a descoberta e estudo de um sítio arqueológico na Turquia, pode-se comprovar que este importante fato histórico da antiguidade realmente ocorreu. Porém, muitos aspectos entre mitologia e história ainda não foram identificados e se confundem. Mas o que se sabe é que esta guerra ocorreu de fato. Ou não…

Diz a lenda que algumas Artes Marciais ainda guardam fragmentos dos ensinamentos secretos dos Monges Discordianos, como o HAPKIDO Coreano em especial, o DIM MAK (Principalmente nas técnicas das Bolas de Aço, na qual o praticante treina suas partes íntimas para resistirem a ataques diretos de Caracinzas), o WUSHU, o NINJUTSU e, de acordo com recentes entrevistas em Inglês de alguns lutadores, o MMA e o Brazilian Jiu-jitsu… Um pouco da Filosofia Discordianista de Artes Marciais também pode ser vista nas lutas do filme MATRIX…

Estes são ensinamentos da Cabala do Discordianismo Neo-Hedonista Quântico, podendo haver, ou não, verdades neles. Não deve ser disseminado entre Seguidores de Caracinza e Illuminati.

FNORD

Publicado por: timoteopinto | abril 20, 2012

A firmeza somente na inconstância: Discordianismo e o Budismo

por Igor Teo

O Discordianismo é uma religião-paródia cuja deusa suprema é Éris, deusa que personifica a discórdia na mitologia grega. Inclusive a palavra portuguesa “erística” vem do nome da deusa grega da discórdia, e por isso também que Arthur Schopenhauer falava da Dialética Erística. E já que citei Schopenhauer, é bom citar também que este pensador, caracterizado por não ter se encaixado em nenhum dos grandes sistemas de sua época e grande influência de Nietzsche, introduziu o Budismo na metafísica alemã.

Espera aí! Discordianismo, Schopenhauer e Budismo? Que confusão!
Por onde íamos começar mesmo? Ah, sim. Pelo Caos.
Começaremos então com um trecho do Principia Discordia para podermos definir exatamente o que é o Caos.

“O Princípio Anerístico é aquele de APARENTE ORDEM; o Princípio Erístico é aquele de APARENTE DESORDEM. Tanto ordem quando desordem são conceitos criados pelo homem e são divisões artificiais do CAOS PURO, que é um nível além do que o nível de criação de distinções.

Com nosso aparato de criar conceitos, que chamamos “mente”, nós olhamos para a realidade através das idéias-sobre-a-realidade que nossas culturas nos dão. As idéias-sobre-a-realidade são erroneamente rotuladas de “realidade”, e pessoas não iluminadas sempre ficam perplexas pelo fato de que outras pessoas,especialmente outras culturas, vêem a “realidade” de uma maneira diferente. São somente as idéias-sobre-a-realidade que diferem. A realidade Real (Verdadeira com V maiúsculo) é um nível além do nível de conceito.

Nós olhamos para o mundo através de janelas nas quais foram desenhadas grades (conceitos). Filosofias diferentes usam grades diferentes. Uma cultura é um grupo de pessoas com grades bastante similares. Através de uma janela nós vemos caos, e relacionamo-lo aos pontos na nossa grade, e assim entendemos ele. A ORDEM está na GRADE. Este é o Princípio Anerístico.

A Filosofia Ocidental preocupa-se tradicionalmente em contrastar uma grade com outra grade, e juntar grades na esperança de encontrar uma perfeita, que vai retratar toda a realidade, e vai, portanto, (dizem os ocidentais não-iluminados) ser Verdadeira. Isto é ilusório, é o que nós Érisianos chamamos de ILUSÃO ANERÍSTICA. Algumas grades podem ser mais úteis do que outras algumas mais agradáveis do que outras, etc., mas nenhuma pode ser mais Verdadeira do que nenhuma outra.

DESORDEM é simplesmente informação não relacionada vista através de alguma grade particular. Mas, como “relação”, não-relação é um conceito. Macho, como fêmea, é uma idéia sobre sexo. Dizer que macheza é “ausência de feminilidade”, ou vice e versa, é uma questão de definição e metafisicamente arbitrária. O conceito artificial de não-relação é o PRINCÍPIO ÉRISIANO.

A crença de que “ordem é verdadeira” e desordem é falsa, ou de alguma outra forma errada, é a Ilusão Anerística. Dizer o mesmo da desordem é a ILUSÃO ERÍSTICA. O ponto é que a verdade (v – minúsculo) é uma questão de definição relativa à grade que umas pessoas está usando no momento, e a Verdade (V -maiúsculo), realidade metafísica, é totalmente irrelevante para as grades. Pegue uma grade, e através dela algum caos parece desordenado e outro aparenta desordem. Pegue uma outra grade, e o mesmo caos vai aparecer ordenado e desordenado de forma diferente.”

Chegamos a que conclusão? Nenhuma. Esse é justamente o problema e a solução. A pergunta “O que é o Caos?” não pode nos levar a resposta nenhuma. Se definirmos o que é o Caos, iremos impor Ordem ao Caos. Ou seja, a partir do momento que definimos, nós não temos mais o Caos Puro, mas algo inventado pelo nosso aparato de criar conceitos, que eu gosto de chamar de mente. Tampouco o Caos é sinônimo de desordem, pois aí estaríamos conceituando outra vez. O Caos Puro simplesmente está além de tudo isso, sendo algo impermanente e incognoscível.

E quando entra o Budismo nessa história?
O Budismo, como religião e filosofia não-teísta, abrange uma variada gama de tradições com peculiaridades que as diferenciam, mas todas se baseiam de certa forma nos ensinamentos de Siddhartha Gautama, o Buda. O título Buda é dado àqueles que descobriram a “verdadeira natureza dos fenômenos”, isto é, que todos os fenômenos são impermamentes, insastifatórios e impessoais. Tornando consciente dessa realidade, eles buscaram se livrar dos condicionamentos que causam insatisfação e sofrimento.

A filosofia Budista é muito rica e se aproxima em diversos pontos com alguns movimentos do pensamento moderno do Ocidente. Acho bem interessante que muitas ideias que eu já tinha visto no Budismo fui encontrar correspondência (veja bem, digo que é correspondente, não que é igual) no espaço acadêmico em linhas de pensamento como a fenomenologia-existencial, por exemplo.

Segundo o princípio da Impermanência, todas as coisas e todos os fenômenos são inconstantes e instáveis. Compreender isto é de extrema importância dentro do contexto budista, pois tudo o que podemos experimentar através dos sentidos depende de condições externas, e como tudo está em constante fluxo, as condições e as coisas estão sempre mudando. Como nada é permanente, o apego a elas é inútil e leva ao sofrimento.

Se nada é permanente, até o próprio “Eu” é inexistente. Nada é realmente eu ou meu, pois estas são apenas construções da mente. Segue-se daí a idéia que não existe uma essência pessoal, imutável e independente (idéia essa que já vimos aqui na coluna quando falamos do Existencialismo de Sartre).

Vale comentar que a inexistência do Atman não exclui a existência do conceito de Karma e Reencarnação em diversas tradições. Quando se fala em alma ou self, mesmo dentro do contexto budista, não podemos esquecer que somos interdependentes uns com os outros, em vez de indivíduos isolados no Universo. Segundo o conceito Budista, corpo e mente se desintegram após a morte, mas a “consciência” reverbera em outro ser, de forma que o ser que renasceu não é completamente distinto, nem completamente igual a sua vida anterior.

O que o Discordianismo e o Budismo, esses dois pensamentos oriundos de diferentes contextos, podem nos ensinar hoje? O desapego a nossos conceitos, ideias e posses. Quando iniciamos uma jornada, seja um caminho de vida ou uma viagem de férias, é interessante que não definamos o ponto de chegada antes de chegar ao fim. É importante estarmos sempre abertos a novas possibilidades que possam aparecer durante a jornada, pois assim aliviamos o sofrimento causado pelo apego, seja este em relação a uma ideia, a um estilo de vida ou mesmo a objetos materiais.
Estejamos sempre abertos ao amanhã, da mesma forma que esteve o velho Pessoa: “Eu não sei o que o amanhã trará”.

Há mil caminhos ainda não trilhados, outros mil ainda escondidos. Inesgotáveis e desconhecidas são as possibilidades. Dentro de opiniões, doutrinas que acreditamos e visões de mundo, ficamos fechados como numa casca que nos impede do contato direto com a realidade. Portanto, se estiver mesmo disposto a se autodenominar um livre-pensador, terá que se libertar também de si mesmo. E será várias vezes.

A firmeza somente na inconstância.
- Gregório de Matos, em Inconstância dos bens do mundo

 

Publicado por: timoteopinto | maio 26, 2011

Central de Informações do seu Grande Túnel de Realidade

Olá. Bem vindo à Central de Informações do seu Grande Túnel de Realidade!
Para ouvir as instruções do seu Grande Túnel de Realidade, tecle 1. Para ajuda e reprogramação neurolingüistica, tecle 2. Para tratar de circuitos específicos, tecle 3. Para problemas mais comuns, tecle 4. Para reclamações, tecle 5. Para encerramento de contas, tecle 6. Para lindas mensagens de motivação, tecle 7.
Você digitou (1) – (HUM)
Instruções do seu túnel de realidade:
[Para a nossa segurança, informamos que esta mensagem não será gravada]
Sua tela de navegação se encontra na sua mente. Sua cabeça é o seu painel. Preste atenção se o seu painel está bem conectado ao computador. Seu computador se encontra no seu corpo. Use a sua Vontade como mouse.
Lembre-se que você é um bicho muito estranho. Você é um bicho muito estranho e muito expressivo. Expresse a sua esquisitice para o bom funcionamento do seu Grande Túnel de Realidade. Para a construção de uma personalidade que funcione à altura da sua Vontade, entre em contato com você mesmo. Para conflitos maiores, entre em contato com os seus deuses e demônios disponíveis 24h por dia na sua men
Você digitou (4) – (CUATRO)
Problemas comuns registrados em nossa Central de Atendimento:
1) Não sou aceito por outras realidades.
2) Não aceito não ser aceito por outras realidades.
3) Nã
Você digitou (7)-(CETTE)
Bem vindo à central de lindas mensagens de motivação!!
Sente-se confortavelmente.
Não reze, não me mexa.
Dissolva as estruturas mentais.
Se entregue para sentir o agora….
… porque a vida é só sentir.
Viver é muito maior no sentir do que no pensar.
Aceite que você não sabe do futuro e que não precisa fazer nada por ele.
A pessoa que você pensa que é, apenas pensa – não é. Não me interessa pensar. Não precis
Você digitou
Você digi
Você digit
Você di
Você digitou
Você digit
Voc
Você digitou
Você digi
Você digit
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Obrigada por fazer do nosso sistema um caos. Sua ligação foi muito importante para nós. Expresse a sua esquisitice para o bom funcionamento do seu Grande Túnel de Realidade. Sua ligação foi muito importante para nós. Obrigada por fazer do nosso sistema um caos. Viver é muito maior no sentir do que no pensar. Não reze. Obrigada por fazer do nosso sistema um caos. Para a nossa segurança, informamos que esta mensagem não foi gravada. A pessoa que você pensa que é, apenas pensa – não é. Você digitou (4) – (HUM). Não é. A pessoa que você pensa que é, apenas pensa. A pessoa que você pensa que é, apenas pensa. A pessoa que você pensa que é, apenas pensa. Não é. Não é. A pessoa que você pensa que é, apenas pensa A pessoa que você pensa que é, você apenas pensa A pessoa que você pensa que é, apenas pensa A pessoa que você pensa que é, apenas pensa Obrigada por fazer do nosso sistema um caos. Você digit Você é um bicho muito estranho e muito expressivo. Você é um bicho muito estranho e muito expressivo. Você é um bicho muito estranho e muito expressivo. Você é um bicho muito estranho e muito expressivo. Você é um bicho muito estranho e muito expressivo. Você é um bicho muito estranho e muito expressivo. Para a nossa segurança, informamos que esta mensagem não foi gravada.
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A pessoa que você pensa que é, apenas pensa. Não é. Você é um bicho muito estranho e muito expressivo. Você dig

por Papisa Fernanda

Publicado por: timoteopinto | maio 26, 2011

o nosso kaos é uma foda (muito grande)

-><-

um pequeno intervalo na Discórdia Brasilis para uma demonstração da Discórdia Portugalis

-><-

a deusa disse: – “as horas são velozes…”
e
mais disse: – “o inferno é azul”.
disse-o e, nós crentes, só pelo facto de o ter dito – aceitamos.
só podemos aceitar.
uma maçã caiu
e
uma explosão de discórdia se fez sentir. foi nesse momento que os relógios inverteram o sentido dos seus ponteiros e impuseram um novo ritmo.
- “somos uns viciados em bolsos…” disse o papa jonas ao abrir o novo templo ao culto ciclista.
e
a nossa virgem e senhora das bicicletas fez uma nova aparição – todos levantaram as mãos ao céu
e
a grande senhora nomeou os seus 23 papas ciclistas (porque 23=2+3=5).

não. a santa igreja das bicicletas não é uma cisão (de maneira nenhuma) da doutrina discordiana.
não.
a santa igreja das bicicletas é, tão só, um templo, uma loja, uma venda, uma tasca que obedece ao rito vanguardista/velocipédico dos 5 elementos – a saber:
volante
roda
pedal
selim
campainha

daí se infere que a santa igreja das bicicletas é una e indivisível – logo verdadeira
e
braço/ramo da grande árvore discordiana: a macieira
(precisamente. essa macieira a que o papa jonas e todos os outros papas nossos, recorem para o encosto dos seus velocipédicos instrumentos de culto)
“quando a luz se desfaz… sentimos o poder da luz
e
as trevas abandonam, num repente, os nossos corpos”
(in livrociclo fnord II, ver-cíclo XXIII: “o do percurso das 5 virtudes”)
os nossos evangelhos não foram escritos pelos doutos e sapientes sacerdotes.
os doutos e sapientes sacerdotes da velocipédica e santa igreja são meros guardiões
e
veículos de transmissão da grande deusa éris e sua santa “irmãzinha” a nossa senhora das bicicletas.
e foi assim que o papa jonas concebeu o grande tarot discordiano
e foi assim que o papa affi escreveu o apocalipse da discórdia
no apocalipse da discórdia há 5 cavaleiros. 5 grandes espíritos prontos a gerar o kaos II – porque primeiro foi o kaos I e no fim dos tempos o kaos regressará – será então o kaos II…
pois
precisamente
e
é por isso que o nosso templo é um phalo.
um belo phalo que se eleva na direcção dos céus.
um phalo enorme que se abre na base aos fiéis da grande maçã.
os ciclistas, porém, passeiam-se em torno do templo
e
a deusa excita-se (muito) ao sentir os rodados dos instrumentos velocipédicos no terreiro.
mas voltando aos 5 cavaleiros apocalípticos… eles vão surgir para gerar o kaos final (segundo reza a epístola de affi – papa discordiano e mago kaoísta).
eles vão aparecer do nada, montados nos seus motociclos
e então…
só então
o tempo sofrerá uma paragem de não tempo.
o tempo deixa de ser tempo
e
não mais haverá tempo para nada.
os comboios não mais cumprirão horários, os transportes públicos e…
bom, vocês nem calculam o que vai ser o kaos II.
o kaos II (o da banana), é uma foda total.
depois do kaos II, virá o kaos III (o do melão) e o kaos IV (o das uvas)
e
só muito depois
o grande kaos V…
ora o kaos V, é o nosso kaos, o único kaos verdadeiro.
é o kaos ciclista, o caos onde todas as manhãs vão chover maçãs para que os fiéis se alimentem pelo conhecimento.
para ficarem mais espertos – porque adquirem o conhecimento empacotado na maçã.
e
todos seremos mais saudáveis porque comemos as maçãs
do e no kaos
da e na discórdia…
é…
todas essas merdas, vêm nas escrituras.
então… muito felizes, comeremos perdizes e cantaremos em coro:
todas as manhãs
comemos maçãs
comemos maçãs
temos as mentes sãs

igreja real do monociclo sagrado

Publicado por: timoteopinto | outubro 23, 2010

A Sagrada Invocação do Vimãna do 5º Sol

por Vortek – The Kaos

No dia 23 (se for no dias 23 de Maio de 2003 ou 2005 melhor! – procure uma Maquina do Tempo mais proxima) prostre-se (oh palavra escrota) diante da Grande Bola Que Te Queima e Te Transforma em Camarão Quando Vai a Praia Porque Tu Não Usas A Porra do Filtro Solar Mais Doravante Isso Não Importa Porque Não Faz Parte do Ritual!

Agora, olhe fixamente para o grande astro rei….olhe mais um pouco…um ppouco mais de devoção….agora pode sair correndo e gritando como um louco porque estarais CEGO!

Depois deste teste de Fé, comece a Vibrar o Grande Mantra Sagrado:

OM Padymivaraycumdyeduvay Qye tuatafyareu!!!

Este mantra deve ser vibrado de uma só vez na expiração, entoe 5 vezes, junto com o mantra vizualize o Sagrado Vimãna chegando. Se quiser pode colocar uma musica tocando para auxiliar o Ritual (pode ser o tema central de Star Wars).

Quando estiver em total estado de Gnose (ou seja, completamente doidão) grite a Grande Chave Alquimica Enochiana da 15ª Dimensão:

HAKUNA MATATA!!!!!!!!!!!!!

Neste momento se Manifestará o Sagrado Vimãna do 5º Sol, ele pousará diante de Ti e dele irá sair o Grande Deus Arquétipo do Proximo Aeon!!!!

P.S.: Qualquer semelhança do Grande Deus Arquétipo Do Proximo Aeon com o Bozo não é mera “coincidencia”. E quem rir e acreditar no que aqui está escrito ou quem não rir e não acreditar ou quem acreditar e…..ah dane-se!!!

Publicado por: timoteopinto | julho 10, 2010

O Motivo de Existir de um Mago é Desistir para Transcender

por Reverendo Delphinus Lightbubble

Quem precisa de Deus no século 21? Sim, chegamos ao ponto de sabermos que há um universo gigante lá fora. Conhecemos o milagre da sonobioluminiscência nas profundezas de nossos próprios oceanos como também nas bolhas de luz nos laboratórios de vanguarda. Via eletricidade atingimos o ponto, sem retorno, do início de uma aldeia global. Ainda sim há um buraco, há um vazio que suga, não um vazio que alimenta, dentro de nós. Alguns abraçam esse vazio destrutivo e afirmam-se niilistas. Outros o negam veêmente, buscando um otimismo psicótico nas idéias, os religiosos, todos eles, os cientistas, todos eles, os que precisam e afirmam deus, os que precisam e afirmam a lógica, para si ou para si e para os outros.

Deus não está aqui. Deus não está no nosso momento. Deus não vai corrigir as merdas feitas por nossos ancestrais que habitam nosso cérebro reptiliano, nosso cerebelo. As escolhas que nos trouxeram a este beco sem saída, apenas a espera pelo pelotão de fuzilamento. Não. Deus, caso ele exista, irá apenas assistir. Como ele já o fez, em todas culturas patriarcais, sempre houve momentos em que deus assistia seu povo ser dizimado em nome de, bem, em nome de deus. Sejamos realistas, mesmo se formos teístas, deus não vai fazer porra nenhuma. Ou tira-se a própria bunda da cadeira ou vai-se virar sardinha em lata, meu irmãozinho terráqueo.

O que seria tirar a bunda da cadeira? Em primeira instância, seria ver a si mesmo de fora e dar risada de seus mecanismos de auto importância. Sair da máquina metódica monótona que é seu cotidiano, alimentado por ideias plantadas em você, pelos outros, desde pirralho. Olhe-se de fora. Veja novas conexões, veja novas trilhas, liberte-se de si mesmo, desmonte-se, machuque-se, liberte-se de 2000 mil anos de cultura e, yeah!, vá lá ouvir teenage atari riot, por favor, decididamente os stockhausen do trash alemão. Depois retorne e continue lendo a minha história de busca pelo poder que lhe soca rumo a trilha definitiva em direção à humildade, e não tem escola para isso, não tem egrégora para isso, não tem grupo ou sociedade, ou templo para isso, quer ver o mundo além do mundo como ele é, isto é, quer ouvir a voz do mundo? Atire-se no abismo, aprenda a voar, ou morra tentanto. Mas não me dê ouvidos, não sou de nenhum grupo, sociedade, egrégora, templo e sou um bruxo discordiano urbano auto-didata.

Que estudante de magia não quer encontrar a pedra filosofal? Diga ai? Pois é! Lembro-me de quando me escondia de baixo da cama de meus avós, para anotar, mentalmente, os números utilizados por meu avô para abrir o cofre que ele mantinha dentro de seu guarda-roupa. Meu avô saia sempre depois do almoço para ir levar minha voinha para o bingo geriátrico. Eu ficava ali, sozinho na chácara, filho de mãe solteira, mãe trabalhando, eu lá, só, rá!, batata! eu fumava o cachimbo de meu avô escondido, tinha apenas 10 anos na época, eu abria o cofre e ficava lendo toda papelada da sociedade secreta à qual meu avô pertencia desde 1945. Como também me dedicava a ler aqueles contos pornográficos que havia dentro das revistas de sacanagem dele, as vezes eu roubava algumas revistas pornô dele. Foi meu erro, ele descobriu e nunca mais pude me esconder sob sua cama para acessar seu cofre. Mas o potencial hacker havia sido semeado ali. Além de eu ter conseguido ficar com algumas das revistas que roubei, para com o tempo descobrir as vastas utilidades que um pinto pode ter.

A alquimia. A arte real. O segredo da obra divina. Quer saber qual é? Imagine o tempo enquanto ondas complementares, opostas, assimétricas, ondas que não são afetadas por nenhuma outra onda, vibrando o comando da consciência criadora, por tanto criando todas as outras ondas que em pressão, via choque, cria a matéria. Sacou? O problema é acessar esse estado, essa dimensão da percepção. Mais ainda, o problema é acessar este estado perceptivo e não ficar lelé da cuca, mermão! A via seca mata, mas a umidade enferruja, logo, qualquer método, o seguro ou o inseguro, ambos são incertos. Mas daquele momento na infância até hoje, aos meus 34 anos, dediquei-me a desvendar esse segredo. Não apenas desvendá-lo, mas praticá-lo. E há um preço. Eu perdi meu senso de importância. Eu perdi meu senso de individualidade. Eu sinto que não existo, ao mesmo tempo que minha função primal é insistir em existir. E isso é natural, são desses conflitos que nascem a Vontade, a potência que não apenas se sonha, mas que se realiza. Alquimia. Diga ai se os jogos divinos não são malucos?. Como se eu fosse apenas dois olhos olhando por olhar, para diversão de algo maior e incogniscível que utiliza-se de meus olhos de olhar para via mim olhar. Saqualé? Pois é. O preço da alta magia é a individualidade. Ela, a individualidade, essa ilusão alimentada por vários eus fragmentados e assustados com sua impotência perante o grande todo, a individualidade morre. Em vez de partícula, tornamo-nos ondas estáticas em progresso rumo ao mistério sem nome. Uma aventura, onde a maldição é a benção de ter apenas a opção de seguir em frente. Sempre.

Alquimia passa por ondas. Vibrações. E falarei muito disso por aqui. Magia passa por ondas. Também. Tudo, na real, passa pelo conceito de ondas. É uma revolução que deixamos de realizar várias vezes no passado, a revolução de mandar Demócrito, assim como a física de partículas para a puta que os pariu, no caso, os escrotos andrógenos do Zeus de Atenas. Esqueci de explicar, além de bruxo, também sou erisiano, logo, é como a mãe Éris disse que disse, somos livres, basta abrir o olho da pineal, neném. Se eu consegui chegar ao nível 4, você consegue, leitor, chegar ao nível 5.


Publicado por: Schneider | julho 10, 2010

O Bom Manual do Monge Discordiano

Texto encontrado no norte da China. É uma longa história.

Primeiro

Salve Éris, aqueles que vão te saúdam.
Casa caiu pra gente, não reze, mudam.
Esse texto não é em poesia, como escutam.

Ele é em prosa muito bem prosada. Este é o primeiro mandamento. Não faça da poesia prosa, nem da prosa poesia, mas mantenha o ritmo.

Segundo

Esse texto é falso. Nada aqui funciona de verdade. Ainda assim ele é verdadeiro, cacete!

Este é o segundo mandamento. Não confie em peixe que não nada, nem em água que não molha.

Terceiro

Não leia o Principia Discordia. Se você já leu, desleia: de trás para a frente.

Este é o terceiro mandamento. O que é verdadeiro em Éris, é verdadeiro no mundo. O que é falso em Éris é verdadeiro no mundo. O que a gente não sabe a gente não bebe.

Quarto

Vá a um hoje. Leve uma garota.

Este é o quarto mandamento. Quando você é o penúltimo, seja o último. Leve um vinho. Ou você quer um vendaval?

Cinco

Toneladas de linho. Seja um Bom Monge, mantenha suas carroças com boa manutenção. Você não vai querer carregar $0.23 dólares & uma 7 Belo sozinho. Então mantenha este texto com o título em negrito, mesmo partes suas, não esqueça das iniciais maiúsculas, com excessão do do. Isto não é uma piada.

Este é o quinto mandamento. Não há quinto mandamento.

Infelizmente o resto do texto foi destruído em uma guerra qualquer.

Publicado por: timoteopinto | janeiro 19, 2010

Saudação aos novos Discordianos

Por Marcelo Pirani (True Hare)

Muito bem, então você agora é um Discordiano. Já passou por todos os estágios e rituais necessários, até já raspou metade dos cabelos e deixou a outra metade intacta (pra que exatamente você foi fazer isso?) e agora seu título oficial é Papa. Você esfrega as mãos, satisfeito. “Vamos começar!”, pensa.

E depois? Qual o caminho que você segue, para melhor servir à Deusa? Quem sabe ganhar muita grana e umas minas/uns carinhas no processo? Ou mesmo se for só pela segunda opção (Eris adora esse último caso, dizem)?

Tem gente que segue logo ao pé da letra, e começa a “discordar” de tudo. Meio que confundem Discórdia com Discordância (se é que existe alguma diferença). Bom, se você consegue discordar mantendo o respeito pela opinião do outro (nem que seja pra rir sozinho mais tarde), salientando-se que “manter o respeito” significa também enfiar a mão nas fuças do sujeito se ele começar a querer crescer demais, então este pode ser um caminho bem iluminador.

É só lembrar, o que sempre moveu o mundo foi a insatisfação com O Que Estava Por Aí. Duvido que os outros homens das cavernas não tiraram um puta sarro do troglodita magrelinho – aquele que ficava escondido num canto da caverna a maior parte do tempo e nunca saía pra caçar, pra não atrapalhar os outros – quando este apareceu com aquela tal de “roda”. Se ele fosse acreditar no que os outros rosnavam, se concordasse com eles que era impossível existir uma solução tão simples para o problema do transporte de carne de mamute ou sei lá do quê, nada teria mudado.

Portanto, se você é capaz de separar Discordância/Discórdia de Desrespeito, vá em frente. Se por outro lado você já parte pra porrada logo que alguém te contraria, sei lá, vá em frente também. Na pior das hipóteses, a polícia acaba te pegando (demonstrações MUITO grandes de Caos geram respostas violentas de Ordem. Às vezes é até divertido, pra falar a verdade. Pelo menos pra quem assiste).

Ou talvez você siga a linha mais caótica, imprevisível e porra-louca. Muitas das coisas que vêm de você, seja por palavras ou ações, são totalmente inesperadas mesmo por quem te conhece há tempos. Você muda de idéia com a mesma freqüência com que muda as estações de rádio dentro do carro durante um engarrafamento – isso quando não larga o carro lá no meio e vai embora a pé. Em casa, sua mãe pensava que havia tido trigêmeos e por algum motivo apagara o fato da memória… E que seus filhos fingiam ser um só porque queriam deixá-la louca pra botar as mãos na herança.

É um bom caminho? Se você consultar a sua Pineal, aposto que a Deusa vai dizer LÓGICO QUE É! Bom, sei lá, quando eu perguntei, ela pareceu entusiasmada. Eris sempre adorou uma confusãozinha saudável. E mantendo-se assim, sempre em mutação, além de não se tornar uma figura cansativa, você mantém sua mente sempre exercitando-se e, com um pouco de sorte, evoluindo.

Por outro lado, claro que a Lei de Compensação Caos/Ordem (citada três parágrafos acima) funciona aqui também, e se você começar a ficar MUITO imprevisível, pode acabar passando uma boa temporada num hotel tão aconchegante que todos os hóspedes ganham, já na entrada, um agasalho maneiro e um quarto todo acolchoado. Às vezes, até rola uma massagem relaxante, que te deixa BEM calminho e com belas marcas roxas por todo o corpo. Tirando a parte da massagem, pode ser exatamente aquilo que você estava procurando para meditar em paz (se mesmo com a concussão der pra meditar, nem precisa excluir a surr… hã, massagem). Portanto, não hesite em seguir esse caminho se for a sua praia, pode ser bem recompensador.

Tem também o sujeito que vira Discordiano porque se desencantou com a religião de onde vinha, e fica comparando as duas. Pode até ser que, de início, esse cara (doravante conhecido como Você) esteja tentando “comparar as grades”, pra provar que o Discordianismo é melhor do que qualquer que fosse sua filosofia anterior. Eu digo que, se isso é importante pra você, vai fundo. É um bom começo. E você provavelmente vai acabar se convencendo rapidinho do que já sabia, mesmo. Se você se converteu ao Discordianismo, é porque já o achava melhor, e qualquer prova, por menor que seja, vai te servir. E eu não tou criticando, isso é um bom começo, como já foi dito, e em pouco tempo você vai acabar percebendo como essa discussão é irrelevante, de qualquer forma. Mas é um ritual de passagem.

E esse caminho parece que costuma levar mais rápido à aceitação do conceito de “grades”, que eu citei agora há pouco e do qual eu particularmente sou fã incondicional. Se você ainda não conhece, vá ler o Principia, pô! Tá tudo lá, preto no azul com bolinhas vermelhas (as cores podem variar dependendo do que você tiver tomado). De qualquer forma, nesse momento, que pra você talvez até já tenha passado (e nesse caso você pode até vir a concordar comigo), a gente se dá conta de que afirmar “o Discordianismo está Certo e as outras, Erradas” é exatamente como dizer que uma grade é mais Verdadeira que outra. E que se for pra se tornar um fanático, o Discordianismo talvez não seja a melhor opção.

Bom, claro que você pode mandar tudo à merda e virar mesmo um Discordiano fanático. Vai ser meio esquisito, pois Fanatismo costuma combinar com Ordem, e uma hora a pessoa desiste ou do Fanatismo, ou do Caos. Se você conseguir atingir um equilíbrio entre os dois, o que deve ser bem difícil, e continuar sendo um Discordiano fanático, provavelmente merece louvor, nem que seja pelo esforço.

Ou você é do tipo que não leva nada a sério, e tá nessa só pela gozação? Esse negócio de Discordianismo é tudo uma piada, no fim das contas, certo? Quer dizer, você não acredita DE VERDADE que Eris se comunica com você pela sua Pineal, acredita? Qual é, pessoal, essa mulher não existe, vai me dizer que vocês acham que sim?

Bom, nesse ponto o Erisianismo leva uma enorme vantagem sobre grande parte das religiões por aí. Porque, Eris existindo ou não, ela não se importa se você acredita ou não nela. Você não vai pro inferno se não acreditar. Se Ela existir mesmo (e eu, como bom discípulo, não estou afirmando nem negando nada), vai se dar por muito satisfeita se você acreditar na filosofia dela. Em outras palavras, seja você um Discordiano que está nessa apenas porque achou a filosofia bacana ou um que realmente tem fé na Deusa e segue seus ensinamentos, pra Ela é a mesma coisa.

E mesmo se você só APARENTA seguir a filosofia Discordiana, mesmo que lá no fundo nem acredite nela, se você é um Discordiano por pura gozação, ainda assim estará gerando Caos suficiente para deixar a Deusa satisfeita. Mesmo se ela não existir.

Claro, isso é só o começo. Esses são apenas alguns tipos básicos de Discordianos. E você ainda pode misturar cada um desses com um dos ou todos os outros (sem falar nos tipos básicos que eu nem citei), na proporção que quiser, criando infinitas possibilidades. E isso, aos olhos da Deusa, é Bom. Pois seja qual for seu caminho, você estará contribuindo para deixar o mundo um pouquinho mais caótico, ou seja, menos chato. Bom trabalho!

Publicado por: timoteopinto | janeiro 6, 2010

Sobre Macacos e Bananas ou Como Conjurar Éris com Coca-Cola Zero

por dudektria

Acordo. Olho o relógio. São 8:23 da manhã. Só mais cinco minutos. Acordo. Olho o relógio. São 8:28. Me levanto. Como algumas bananas acompanhadas com Coca-cola Zero.

Estou seguindo essa dieta rigorosamente desde o início da semana, na tentativa de manter mais triptofano no meu cérebro durante o dia. Segundo Aldous Huxley, nossa mente só consegue receber uma certa quantidade de informação diária, devido a fatores evolutivos, desenvolvidos na época em que éramos mais macacos que homens. E um bom jeito de “ver mais do que o normal” seria através de drogas alucinógenas. Robert Anton Wilson recomenda a maconha, embora não seja por muitos considerada alucinógena, porém reconhece o maior poder de outras, como o DMT, a salvinorina, o LSD, a serotonina e o LSA.

Como eu não quero “ver mais que o normal” atrás de uma jaula, ver o sol nascer quadrado, finjo ser um macaco a comer bananas, que contém triptofano, precursor biológico da serotonina. Engraçado, este é um arquétipo símio bastante pobre, semelhante ao que temos dos coelhos, de que comem só cenouras. Se fosse eu um macaco, além de quase não comer bananas, já estaria certamente atrás de uma jaula. Não parecem funcionar, tanto as bananas, quanto as jaulas, para qualquer fim que seja.

Mas, sinceramente, não sei bem para que serve a Coca-cola Zero.

Depois de um banho, já estou pronto. Corro para pegar o ônibus. No ponto, olho o relógio. São 9:23 ainda. Espero cinco minutos e pego o primeiro UFSC semi-direto que encontro. Um carro da Transol, de número 0235. Não sei para onde vão essas latas azuis no final do dia mas, com certeza, vão todas para o mesmo lugar. Devem ser muitas e, como são todas iguais, não só é inteligente como indiscutivelmente necessário numerá-las. No fim, o “0235” serve justamente para por ordem naquele maldito lugar, seja lá onde for. Ônibus nessa cidade nunca foram rápidos, ainda mais que o meu destino é o terminal viário do centro.

Chego. Olho o relógio. São agora 9:55. Demorei, pensei. Vou ao chafariz do terminal. Aqui, no terminal municipal, existe um belo chafariz, como que para entreter os passantes com a água que, além de não a beberem nem a usarem para refrescarem-se — certos estão eles, claro, afinal, não são animais, que nojeira seria! — só a vêem cair, cair e cair. Tentem fazer um chafariz aonde a água só sobe, sobe e sobe. Ai então vão realmente entreter os passantes.

Me sento em um banquinho, sorte de haver encontrado um. Um desses quadrados. Digo, cúbicos. Na verdade, chamam-no de “banquinho” por consideração, carinho. É um bloco de concreto que, ao brotar do chão, revestiram com cerâmica, dessas bem baratas. Mas ainda assim servem muito bem para sentar-se.

Espero. Olho o relógio. 10:05 ainda. Logo chega uma garota, não muito alta, não muito baixa. De um ruivo que confunde. Será que é castanho? Não, na luz parece mais um loiro escuro. Estranho. Veste um, lógico, vestido. Fantástico. De cor indistinguível para mim, já que sou daltônico. Daltonismo é algo engraçado. Todos pensam que faz a pessoa ver em preto e branco, enquanto que na verdade apenas confundimos alguns tons, trocamos algumas cores. No meu caso, por exemplo, confundo alguns violetas por azul, alguns amarelos escuros por verdes e uns tantos azuis claros por tons de cinza. Com certeza ela observa cores melhores que eu. É que o daltonismo está relacionado com um gene recessivo no cromossomo masculino. Quer dizer que mulheres passam a desordem aos seus filhos, mas só a manifestam os homens. Discreto, sinceramente humilde o vestido, como de uma dama oriental. Mas ainda assim, digo, fantástico. Ouso dizer, digno de uma divindade seria. No específico caso, o é.

— Vago está? — pergunta a garota, agora sem poder ter a idade reconhecida. Que absurdo, seriam dezenove anos? Seriam trinta?

— Claro, desde que não me arranque o sol — respondi.

Sentou-se no “banco” atrás de mim. “Atrás” é discutível. Estes assentos são perfeitamente simétricos, senta-se na posição que agradar. No momento, estava eu sentado de costas para o sol, abraçando minhas pernas de leve. Ela então senta-se no banco ao lado, mas de frente para minhas ensolaradas costas.

— O sol parado está, nem eu posso de lá o tirar.

— Falo sobre as ondas eletromagnéticas que emana, não quero que teu corpo produza obstáculo para as pobrezinhas até meu corpo. Absurdo seria se com isso o sol se deslocasse. Haveria motivo para que pudesses fazê-lo?

— Claro que sim. Digo, claro que não.

— Entendo. — Na verdade, porra nenhuma.

— Somente digo. Remédios psiquiátricos, os tomo. Tente evitá-los. Não vão te bem fazer.

— Que? — Me viro para olhá-la melhor, de espanto. Seria o português sua língua nativa? Pois não parece…

— Com essa tua dieta, haverias de várias dores de cabeça horríveis ter.

— Dieta? — Grandes olhos ela tem. Azuis ou cinzas? Talvez um verde muito claro. São como dois caleidoscópios.

— Bananas. Queijo nesses tratamentos também deves evitar. Se não queres enxaquecas ter.

— Mas eu não estou em nenhum tratamento desse tipo…. E como sabes das bananas?

— Não o sei. É tu quem sabes.

— Quem és tu?

— Com certeza psiquiatra não sou. Sobre a guerra de tróia, já leste?

Onde está?

Acordo. Olho o relógio. São 8:23 da manhã. Só mais cinco minutos. Acordo. Olho o relógio. São 8:28. Me levanto. Como algumas bananas acompanhadas com Coca-cola Zero…

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